AVISO

OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "COMO UM CLARIM DO CÉU"

Este blogue está aberto à participação de todos.


Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.

Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.

Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.

sábado, 30 de novembro de 2019

ALICE, ALFREDO E ADELINO















"A mãezinha adora-te, depois quando sairmos daqui vamos fazer uma festa e a mãe vai contar-te muitas histórias.” Assim prometeu ao filho que lhe arrancavam dos braços, impedindo-a de o levar até ao tio, então um desconhecido. Os gritos da criança ecoaram. Alice foi com os pais para a clandestinidade e acabou também, anos mais tarde, por “dar o salto”. Naquela noite de dezembro de 1964, em que foi presa com a sua mãe e levada para Caxias, juntamente com o pequeno Alfredo de 4 anos, eram responsáveis por uma tipografia clandestina. O companheiro, os sogros e os pais estavam igualmente presos e a criança ficou ao cuidado do seu irmão mais velho. O fascismo não reconhecia como legítimos os filhos nascidos fora do casamento e por isso Adelino, em Peniche, e Alice, em Caxias, casaram-se por procuração para que o filho os pudesse visitar na prisão.

“Puta, cabra, ao teu filho vais vê-lo morto”, gritavam-lhe aos ouvidos enquanto a socavam, pontapeavam e atiravam contra a parede. Cinco dias e 5 noites de tortura do sono, e nem mesmo quando a toalha molhada lhe atingia a cabeça e provocava alucinações permitiram que se sentasse ou deitasse. Esteve presa 5 anos, nunca falou. Filha e neta de operários comunistas da cintura industrial de Lisboa, desde cedo teve contacto com a luta antifascista e preparava-se para “dar o salto” novamente quando a Revolução de Abril aconteceu. O fascismo de Salazar e de Marcelo Caetano foi isto e não há guerra de audiências que justifiquem a sua banalização e naturalização.

Há uma semana, o programa líder de audiências nas manhãs televisivas decidiu promover um vox populi sobre se “faz falta um novo Salazar?” e elevar um nazifascista a alguém com “opiniões polémicas”, e que, sem demonstrar pingo de arrependimento, foi condenado a 20 anos de prisão por envolvimento no homicídio de Alcindo Monteiro, discriminação racial, extorsão, sequestro, tortura, roubo e coação agravada, ofensa à integridade física, dano, posse ilegal de armas e difamação. “Opiniões polémicas” onde difunde e afirma que “um dos anos mais felizes que tive foi o ano em que esfaqueei 11 pessoas, recorde absoluto, o sentir da faca a entrar, o inimigo a desfalecer, o seu olhar de pânico, tudo isto em conjunto dá-me vida, recarrega-me baterias”. É mais que motivo de condenação e preocupação, é motivo de firme combate.

Hoje, não há espaço para a distração ou desvalorização destas ameaças ao regime democrático, não se pode afirmar num dia que o populismo deve ser combatido e noutro dar espaço à banalização e naturalização do fascismo. Todos seremos poucos, mas todos seremos necessários. Fascismo nunca mais.

*Publicado na VISÃO 1349 de 10 de Janeiro de 2019.


COMO ELES SE MISTURAM ! - Paulo Portas, Manuela Ferreira Leite e Manuel Alegre no Conselho de Curadores da Fundação Champalimaud


Paulo Portas, Manuela Ferreira Leite e Manuel Alegre no Conselho de Curadores da Fundação Champalimaud
 

Os antigos ministros Paulo Portas e Manuela Ferreira Leite e o ex deputado socialista Manuel Alegre vão integrar o Conselho de Curadores da Fundação Champalimaud, anunciou hoje a instituição.
Em comunicado, a Fundação Champalimaud justifica a escolha destes três nomes com a “preocupação permanente da instituição na ligação à sociedade e na procura de contributos de pessoas de reconhecido mérito e experiência em diferentes áreas do conhecimento e saber”.
A integração no Conselho de Curadores da Fundação Champalimaud de Paulo Portas, antigo líder do CDS-PP e ministro nos governos de Durão Barroso e Pedro Passos Coelho, já tinha sido avançada há uma semana pelo jornal Expresso.
Este órgão é composto ainda por Daniel Proença de Carvalho (presidente) pela Rainha Sofia de Espanha, Aníbal Cavaco Silva, Fernando Henrique Cardoso, António Coutinho, António Damásio, António Travassos, João Raposo Magalhães e Pedro D’ Abreu Loureiro.
FAC // MSF
Lusa/Fim

Autor do ataque em Londres identificado. Tinha 28 anos e fora condenado por terrorismo


Foi divulgada uma fotografia do autor do ataque terrorista que, esta sexta-feira, provocou dois mortos e três feridos na London Bridge, em Londres. Usman Khan, de 28 anos, foi abatido a tiro pela polícia ainda no local.

De acordo com Polícia Metropolitana, Usamn Khan residia em Staffordshire, West Midlands, em Inglaterra, e já tinha sido condenado por terrorismo.


Segundo a imprensa britânica, o homem tinha sido condenado a oito anos de prisão por associação terrorista, depois de ser identificado como um dos nove membros do grupo terrorista responsável pelo planeamento de um ataque à Bolsa de Valores de Londres, que teria por detrás a Al Qaeda, e que as autoridades conseguiram travar.


O suspeito foi ainda acusado de criar uma unidade de treino terrorista numa propriedade de família em Caxemira, enquanto recrutava radicais no Reino Unido.


Usamn Khan, que saiu em liberdade condicional em dezembro de 2018, deverá estar ligado ao grupo extremista al-Muhijaroun.


O The Times escreve ainda que o homem usava uma pulseira eletrónica no momento do ataque.


Recorde-se que as autoridades avançaram que o ataque começou no Fishmonger's Hall, um edifício na extremidade da Ponte de Londres. Nesse mesmo edifício realizava-se uma conferência da Universidade de Cambridge onde Khan era convidado para fala sobre reabilitação de reclusos.


Continua em curso uma investigação ao ataque.










Rosto do autor do ataque já é conhecido. Usman Khan tinha 28 anos e fora libertado em 2018 com pulseira eletrónica, depois de ser condenado por terrorismoO homem que na sexta-feira esfaqueou várias pessoas na Ponte de Londres, fazendo duas vítimas mortais, já foi identificado. Chama-se Usman Khan, tinha 28 anos e já fora condenado por terrorismo em 2012, segundo o comissário Neil Basu, da polícia metropolitana de Londres.


Khan era conhecido das autoridades e tinha sido libertado da prisão em dezembro de 2018. "Uma linha chave desta investigação é estabelecer como é que ele chega a concretizar este ataque", referem as autoridades em comunicado. 


Segundo o Times, Khan foi libertado da prisão no ano passado depois de ter concordado em usar uma pulseira eletrónica e ter os movimentos monitorizados. 




Ainda que estejamos numa fase inicial da investigação, nesta altura não estamos ativamente à procura de mais alguém que possa estar envolvido neste ataque", disse Neil Basu, citado pela BBC.


Em 2012, Khan tinha sido condenado a uma pena de prisão indeterminada para "proteção pública", com um período mínimo de detenção de oito anos.


Em 2013, porém, devido a um recurso, a pena foi alterada para 16 anos, devendo o homem cumprir pelo menos metade. 


Nascido e criado em Stoke-on-Trent, no Reino Unido, Usman Khan foi preso com mais oito pessoas. O  grupo, que se inspirava na ideologia da Al-Qaeda, estaria a ser vigiado pelos serviços secretos britânicos e terá mesmo planeado um ataque na Bolsa de Londres.


Ataque começou durante conferência

O ataque começou às 13:58 de sexta-feira no edifício Fishmongers' Hall, na extremidade norte da Ponte de Londres. Ali decorria, àquela hora, uma conferência da Universidade de Cambridge sobre reabilitação de reclusos. O suspeito estaria a assistir ao evento, onde estavam presentes dezenas de pessoas, incluindo estudantes universitários e ex-reclusos.

O ataque, de acordo com a polícia, terá começado dentro do edifício antes de Khan se deslocar para a Ponte de Londres, onde acabou por ser confrontado por transeuntes e abatido pela polícia. Uma mulher e um homem morreram no ataque, enquanto outro homem e duas mulheres permanecem hospitalizados. Um dos feridos está em estado crítico. 


Usman Khan terá escolhido alvos ao acaso e, nesta altura, as autoridades estarão a tentar compreender a motivação do agressor. Em causa está também a atuação da polícia, que poderá não ter feito o suficiente para monitorizar o ex-recluso.






 sol.sapo.pt

LEIAM AQUI A LÁBIA DESTE ALDRABÃO - NÃO SOU POLÍTICO 24 HORAS


João Pinho de Almeida está ligado ao CDS-PP desde os 17 anos, quando se inscreveu na Juventudo Popular. É agora candidato à liderança do partido.
Foi criado por uma pessoa de Esquerda, mas isso não condicionou de forma alguma as suas visões políticas. João Pinho de Almeida desde cedo se assumiu como um homem de direita e nunca mais vacilou. Está na corrida à liderança do CDS-PP, partido que apoia há mais de 25 anos.
Nascido em 1976, em São João da Madeira, João Almeida cresceu num meio onde se discutiam assuntos relacionados com político e onde todos podiam expressar a sua opinião. «A minha mãe era mais de direita, mas o meu pai era de esquerda, mais à esquerda do que o PS. Incutiu-me sempre a importância da participação democrática», recorda o deputado, numa conversa com o SOL. Era ainda criança quando percebeu que existia, de facto, uma apetência pela política - gostava de ver os tempos de antena na televisão e de falar com o pai sobre o que as figuras políticas da altura diziam. «Em pequeno, quando me perguntavam o que queria ser quando fosse grande, eu dizia normalmente duas coisas: ou jogador de futebol ou deputado na Assembleia da República. E achava seria muito mais fácil ser jogador de futebol» por a política ser algo tão distante, afirma.
Mas o futuro acabou por ser muito diferente daquilo que estava à espera. O pai incentivou-o a entrar na vida política, independentemente da ideologia defendida, mas pediu-lhe que esperasse até aos 18 anos, para amadurecer as ideias. Não aguentou esperar tanto e aos 17 anos inscreveu-se na juventude centrista. «Fui sozinho ao Largo do Caldas [em Lisboa, onde fica a sede do CDS-PP] e inscrevi-me. Não fui por influência de alguém, de algum amigo. Filiei-me sozinho, por vontade própria», diz.
Recorda os tempos na Juventude Popular - da qual foi presidente entre 1999 e 2007 - como tempos de «abertura» em que conheceu mais pessoas que defendiam os mesmos princípios e ideias. E rapidamente começou a dar nas vistas e a assumir um papel ativo no partido: «A primeira vez que participei num debate televisivo ainda não votava - foi um programa do Luís Osório na RTP2 sobre jovens políticos que ainda não votavam. Lembro-me de alguns intervenientes como o atual secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, e Jorge Costa, que hoje é deputado do Bloco de Esquerda e na altura representava o PSR».
Foi crescendo dentro do CDS. Foi deputado municipal em São João da Madeira, adjunto da vereadora Maria José Nogueira Pinto na Câmara Municipal de Lisboa e, em 2002, entrou pela primeira vez na Assembleia da República como deputado. «Durante muitos anos achei que este dia não seria possível. Sentei-me numa bancada onde estava uma pessoa que me habituei a ver desde miúdo na bancada do CDS, o professor Narana Coissoró. Não posso sequer dizer que tivesse o sonho de me sentar ali, porque achava tudo tão distante que nem tinha esse sonho», conta ao SOL. 
A partir daí, foi crescendo no mundo da política. E conta com um currículo extenso: diversas comissões e esteve envolvido em vários casos importantes, como o Inquérito ao negócio PT/TVI,  ao BPN,  aos Contratos SWAP, à Tragédia de Camarate e  à recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e à gestão do banco.
Ao longo destes anos a correr pelos corredores da Assembleia da República, existem dois momentos que recorda com especial carinho. «O primeiro foi quando em representação do CDS fiz o discurso do 25 de Abril. É normalmente o discurso que um deputado faz uma vez na vida e eu fi-lo muito cedo, julgo que em 2003. Se não me engano, fui o primeiro deputado nascido depois do 25 de Abril a fazer o discurso deste dia por um partido político. O segundo foi a aprovação por unanimidade do relatório que fiz da comissão de inquérito da CGD, porque também é inédito um ter um relatório aprovado por unanimidade numa comissão de inquérito relativa ao sistema financeiro. Foi um documento reconhecido quer dentro quer fora do Parlamento como sendo um relatório conclusivo. Foi algo que me realizou e que deu muito sentido ao trabalho parlamentar que realizo em qualquer circunstância, seja no apoio à maioria do Governo seja na oposição», diz ao SOL.
Mas nem tudo são rosas. Houve momentos da vida política que levaram João Almeida a vacilar. «Há momentos em que temos as nossas desilusões. A votação dos orçamentos do Estado no período da troika é um deles. Como deputado que apoiava o Governo, empenhei-me muito em conseguir um equilíbrio entre aquilo que eram as restrições que nos eram impostas pelo memorando de entendimento e aquilo que sentia que era a necessidade de representar os cidadãos e isso muitas vezes não era possível, o que me levou a fazer uma declaração de voto muito no orçamento de 2012 para 2013, do Governo de que fazia parte o CDS, dizendo que só tinha votado a favor porque considerava que votar de outra forma poderia ter consequências piores do que votar a favor, mas discordava profundamente de algumas das soluções».
Fora da política, é conhecido pela paixão pelo futebol. Em 2010, tornou-se presidente do Belenenses, o clube do coração. «Sou do Belenenses desde sempre. Fui atleta e sou adepto desde sempre. A partir do momento em que surgiu este projeto, encarei com naturalidade o facto de me candidatar. Não podia dizer que não a esta dedicação ao clube», disse na altura da candidatura.
Agora, o futebol está menos presente na sua vida: «vivo em São João da Madeira e isso causa uma natural distância em relação ao Belenenses. Sou dirigente da Associação Desportiva Sanjoanense e uma modalidade que acompanho é o hóquei em patins, mas procuro dedicar o tempo que tenho livre à família», diz ao SOL. Os tempos de noitadas e de exageros também já lá vão - em 2010 a imprensa revelou que foi apanhado pelas autoridades a conduzir com excesso de álcool no sangue. Agora, o tempo é dedicado aos filhos, à família e aos amigos mais próximos. Pelo meio, vai conseguindo ouvir a música que gosta - continua a gostar das bandas de hard rock que ouvia na infância, como Nirvana e Smashing Pumpkins -, ver os filmes que aprecia - considera Woody Allen o realizador mais genial dos contemporâneos - e a pôr as leituras em dia - Pedro Paixão e Herman Hesse estão entre os favoritos, mas agora está a ler o best-seller Sapiens, de Yuval Noah Harari. «Gosto de viajar, de ler sobre outras culturas, de cozinhar e de fazer muitas outras coisas. Não sou um político 24 horas», conclui.

sol.sapo.pt

MAIS UM VÍDEO DO ATAQUE EM LONDON BRIDGE



VÍDEO


twitter.com

TRUMP



VÍDEO



quinta-feira, 8 de novembro de 2018

É urgente dar resposta aos problemas que persistem no emprego – precariedade, baixos salários e desigualdades




No 3º trimestre de 2017 registou-se um abrandamento na criação de emprego e a interrupção da descida do desemprego que se vinha observando desde o 2º trimestre de 2016 em termos trimestrais. A taxa de desemprego foi de 6,7%, igual ao trimestre anterior, mas para os jovens menores de 25 anos e para as mulheres o desemprego aumentou, o mesmo sucedendo para os trabalhadores com habilitações mais elevadas.

A taxa de subutilização do trabalho diminuiu ligeiramente para 13,1%, correspondendo a 717,5 mil desempregados e subocupados, mas o número de desencorajados e de inactivos indisponíveis aumentou face ao trimestre anterior.

Esta evolução é preocupante, tal como o aumento da precariedade do emprego que atinge mais de 22% dos trabalhadores de todas as idades e que é particularmente grave entre os mais jovens. Mais de 42% dos jovens com menos de 35 anos têm vínculos precários, sendo as jovens trabalhadoras as principais visadas (mais de 44%), sobretudo as menores de 25 anos (mais de 71% face a 62% entre os jovens trabalhadores da mesma idade).

O abrandamento da criação de emprego face ao que se tinha verificado no mesmo período de 2017 ocorreu quer na indústria, construção, energia e água, quer nos serviços, tendo havido destruição de postos de trabalho na agricultura, floresta e pescas (ainda assim inferior ao mesmo período do ano passado).

Preocupante é também o elevado peso do desemprego de longa duração que, não obstante ter diminuído, é de 50%, sabendo-se que a protecção no desemprego abrange menos de um terço dos trabalhadores desempregados em termos reais.

Estes dados mostram também a persistência dos baixos salários, com mais de 23% dos assalariados a receber menos de 600 euros, o que se traduz em cerca de 950 mil trabalhadores.

A CGTP-IN reafirma a necessidade de alterar o modelo de desenvolvimento, pôr o país a crescer sustentadamente, valorizar o trabalho e os trabalhadores, garantir a efectivação dos direitos, elevar as condições de trabalho e os salários, e reforçar a protecção no desemprego.

É urgente responder aos problemas dos trabalhadores, da população e do país, valorizar o trabalho, investir nos serviços públicos e, no domínio da Administração Pública, valorizar os trabalhadores, as suas carreiras profissionais e assegurar a actualização anual dos salários. Uma resposta que importa dar na luta reivindicativa e no plano político e legislativo, incluindo no OE para 2019.

No dia 15 de Novembro os trabalhadores voltam à rua para participar numa grande manifestação nacional em Lisboa, porque é urgente avançar nos direitos para desenvolver o país e promover o progresso social.

DIF/CGTP-IN

Lisboa, 07.11.2018

Este artigo encontra-se em: CGTP-IN – CGTP-IN http://bit.ly/2OsSUBf